Enquanto a região Amazônica enfrenta o calor intenso do verão, o Centro-Sul do Brasil vivencia as baixas temperaturas do inverno. Essas variações climáticas alteram a rotina e podem impactar diretamente a saúde ginecológica. A médica e professora da Afya Marabá, Dra. Milena Duarte, explica que o clima e as escolhas de vestuário exigem atenções específicas em cada estação para prevenir problemas como candidíase, vaginites e infecções urinárias.
O calor do verão e a umidade
As altas temperaturas e a transpiração excessiva criam o cenário ideal para a proliferação de fungos e bactérias. Banhos frequentes de praia ou piscina e o uso prolongado de biquínis molhados e roupas apertadas aumentam os riscos de irritação. Para prevenir:
Evite permanecer com trajes de banho úmidos por muito tempo.
Seque bem a região íntima após o banho.
Dê preferência a roupas leves, arejadas e de tecidos naturais.
O frio do inverno e a desidratação
No inverno, o risco está associado ao uso contínuo de roupas sobrepostas, calças ajustadas e tecidos sintéticos, que reduzem a ventilação e abafam a área. Outro fator crítico é a queda no consumo de água:
A baixa ingestão de líquidos reduz a frequência urinária e resseca as mucosas, aumentando a vulnerabilidade a infecções urinárias.
Roupas muito apertadas e sem ventilação favorecem quadros de candidíase e irritações vulvovaginais.
Higiene e acompanhamento contínuo
Independentemente do clima, a ginecologista reforça que a higienização deve ser restrita à parte externa da vulva, utilizando água e sabonete neutro. Duchas vaginais e produtos perfumados devem ser evitados. A médica lembra ainda que a rotina de consultas e exames preventivos não muda com a estação e deve ser mantida ao longo de todo o ano.