A ciência explica que o contato afetuoso com os pets estimula a liberação de oxitocina, serotonina e dopamina — hormônios ligados ao bem-estar e acolhimento —, enquanto reduz o cortisol, responsável pelo estresse. Segundo a psicóloga e professora da Afya Marabá, Larissa Fortes, a interatividade com os animais favorece a regulação emocional e facilita a aproximação social.
Além dos estímulos neuroquímicos, os pets atuam como "âncoras" no cotidiano. A necessidade de cuidar de um animal reintroduz estruturas de rotina e responsabilidade para pessoas em sofrimento psíquico. O simples ato de acariciar um bichinho durante uma crise de ansiedade também ajuda a desacelerar a frequência cardíaca e a focar no momento presente, interrompendo ciclos de pensamentos negativos.
Contudo, a especialista ressalta que a presença de um pet é uma ferramenta complementar e não substitui a terapia convencional, o acompanhamento médico ou o tratamento medicamentoso. Além disso, a adoção requer planejamento, tempo e responsabilidade financeira. Quando feita de forma consciente, essa troca afetuosa lembra a mensagem central do Setembro Amarelo: nenhuma dor precisa ser enfrentada no isolamento.
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