A redução na transferência de recursos gera preocupação no Instituto de Previdência de Ananindeua, acendendo um sinal de alerta para a sustentabilidade futura da aposentadoria e das pensões dos servidores públicos municipais.
DIVERGÊNCIA NAS TRANSFERÊNCIAS: VALORES RECOLHIDOS NÃO CONFIEREM COM OS REPASSES
Os relatórios do Demonstrativo de Informações Previdenciárias e Repasses (DIPR) apontam que a folha de pagamento do município permaneceu estável na casa dos R$ 15 milhões mensais, mantendo-se o desconto regular no contracheque do funcionalismo. Contudo, os dados mostram discrepância no envio dos valores ao fundo:
Janeiro e fevereiro: O município repassava em média R$ 3 milhões por mês, somando a contribuição patronal e a parcela retida dos trabalhadores.
A partir de abril: As transferências registradas para o fundo previdenciário caíram para a faixa de R$ 600 mil mensais (aproximadamente R$ 322 mil da cota patronal e R$ 282 mil dos servidores).
Essa diferença gerou uma retenção estimada em R$ 2,4 milhões por mês sem a devida destinação ao fundo previdenciário municipal.
IMPACTO NAS CONTAS PÚBLICAS E RISCO ÀS APOSENTADORIAS
A desaceleração nos repasses documentada durante a gestão Daniel Santos levanta questionamentos sobre a gestão orçamentária e a segurança previdenciária dos servidores de Ananindeua. A falta de regularidade nos aportes para cobrir aposentadorias de professores, profissionais de saúde e demais categorias compromete o equilíbrio financeiro do município a longo prazo.
O episódio se torna o centro das atenções sobre a condução fiscal da administração de Daniel Santos e seu impacto nas contas públicas, no momento em que ele projeta sua plataforma política para o Governo do Estado.