Marabá, PA · quarta-feira, 12 ago 2026
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COMO AS DÍVIDAS E A CRISE IMPACTAM O SEU CORAÇÃO

Como a preocupação constante com dinheiro ativa o estado de alerta do corpo e compromete a saúde cardiovascular

COMO AS DÍVIDAS E A CRISE IMPACTAM O SEU CORAÇÃO

Pesquisas na área da saúde cardiovascular mostram que o estresse financeiro crônico pode impactar diretamente o coração. 

A preocupação constante com dinheiro tende a manter o corpo em estado contínuo de alerta, elevando hormônios do estresse, prejudicando o sono, aumentando a pressão arterial e favorecendo processos inflamatórios — fatores associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares ao longo do tempo.

Estudos também indicam que pessoas submetidas a tensão financeira prolongada podem apresentar maior risco de problemas cardíacos, mostrando que a saúde do coração não depende apenas da alimentação, mas também das condições emocionais e sociais.

Quando o cérebro permanece em sensação de ameaça constante, o corpo inteiro sente — inclusive o coração.

Por isso, cuidar da saúde também envolve buscar estratégias para reduzir o estresse e proteger o bem-estar mental sempre que possível.

Como Proteger o Coração e Manter o Controle na Crise

Diante de momentos de incerteza financeira, cardiologistas, psicólogos e educadores financeiros recomendam algumas práticas práticas para conter a ansiedade e proteger a saúde física e mental:

  1. Assuma a clareza sobre o orçamento: Escrever no papel ou numa planilha todos os ganhos e gastos reais ajuda a reduzir o medo do imprevisível. Colocar os números em foco diminui a sensação de descontrole que aciona o estresse no cérebro.

  2. Priorize os gastos essenciais: Em fases de crise, foque apenas nas despesas de sobrevivência (moradia, alimentação e saúde). Renegocie dívidas com calma e estabeleça prioridades viáveis, sem tomar decisões no impulso do pânico.

  3. Mantenha a rotina básica de autocuidado: O estresse financeiro tende a afetar a alimentação e o sono. Faça pausas, busque ter noites regulares de descanso e tente manter refeições equilibradas com o que estiver ao seu alcance.

  4. Pratique atividades físicas acessíveis: Caminhar ao ar livre ou fazer exercícios leves de graça estimula a liberação de endorfina, hormônio que combate o cortisol (hormônio do estresse) e ajuda a regular a pressão arterial.

  5. Busque rede de apoio e não se isole: Conversar com familiares, amigos ou profissionais sobre as dificuldades diminui a carga emocional. O isolamento só intensifica a sensação de ameaça contínua no corpo.

  6. Pratique técnicas de respiração e presença: Momentos de pausa com respiração profunda (inspirando em 4 segundos e expirando em 6) ativam o sistema nervoso parassimpático, desacelerando o ritmo cardíaco nos picos de ansiedade.

Fontes e Referências Científicas:

  • American Heart Association (AHA): Estudos sobre determinantes sociais da saúde e o impacto do estresse socioeconômico e financeiro no risco cardiovascular.

  • Journal of the American College of Cardiology (JACC): Pesquisas que relacionam a tensão financeira crônica ao aumento da pressão arterial, inflamação sistêmica e eventos cardíacos (como infarto).

  • European Society of Cardiology (ESC): Diretrizes sobre fatores psicossociais de risco e a relação entre estresse mental prolongado e o sistema circulatório.

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RedacaoConteúdo produzido pela equipe de redação do Marabá em Foco, portal de notícias de Marabá e do sudeste do Pará.

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