Pessoas presas provisoriamente mantêm os direitos políticos e poderão votar nas eleições de outubro. Embora o público potencial no Brasil seja de cerca de 200 mil detentos sem condenação definitiva, a estimativa para 2026 é que apenas de 10 mil a 13 mil fiquem efetivamente aptos para ir às urnas.
ESTIMATIVA DE VOTANTES
Público total: ~200 mil presos provisórios no Brasil.
Proporção de aptos: Apenas de 3% a 6% conseguem regularizar o título a tempo.
Histórico: Em 2022 (eleição geral), 12,9 mil detentos votaram. Em 2024 (eleição municipal), o número caiu para 6,3 mil.
Projeção para 2026: Entre 10 mil e 13 mil eleitores aptos no país.
POR QUE O NÚMERO É BAIXO?
A adesão é reduzida devido à falta de documentos civis nas unidades prisionais, à alta rotatividade de entradas e saídas de detentos e aos prazos rígidos de transferência do título eleitoral.
COMO FUNCIONA NA PRÁTICA
QUEM VOTA: Presos provisórios (sem condenação final) e jovens em unidades socioeducativas. Quem tem condenação definitiva fica com os direitos políticos suspensos e não vota.
TRANSFERÊNCIA: O detento precisa estar regular com a Justiça Eleitoral e solicitar a mudança temporária de seção dentro do prazo legal.
URNAS NAS PRISÕES: A Justiça Eleitoral instala urnas eletrônicas e seções especiais diretamente nos presídios que atingem a quantidade mínima de eleitores cadastrados.