A Ocupação De acordo com os registros policiais, o grupo ingressou na área por volta das 6h. Ao final da tarde do mesmo dia, as forças de segurança estiveram no local e identificaram Luiz Paulo Pinheiro da Silva e Maria Lúcia Alves da Silva como os líderes do movimento. Em conversação com os agentes, as lideranças alegaram que as terras pertenceriam ao Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e que o objetivo do ato era pressionar o órgão para obter a imissão na posse da área. No entanto, nenhum documento que amparasse legalmente a permanência do grupo foi apresentado à polícia.
Ainda na segunda-feira, sob a mediação do Delegado da DECA, os ocupantes recusaram-se a deixar o local de forma imediata após consultas com a direção nacional do movimento, mas firmaram o compromisso de desocupar a fazenda voluntariamente até o final da tarde do dia seguinte, caso não houvesse manifestação do Iterpa ou medida judicial favorável.

Risco de Confronto A tensão na região se intensificou após o Presidente do Sindicato Rural de Eldorado dos Carajás alertar as autoridades sobre a mobilização de cerca de 100 produtores rurais e apoiadores do agronegócio, que planejavam se deslocar até a fazenda, elevando o risco de um embate direto entre as partes.
Para conter os ânimos e resguardar a segurança na área de conflito, o contingente policial permaneceu de prontidão na propriedade durante toda a terça-feira (7). No final da manhã, uma nova rodada de negociações foi iniciada enquanto os sem-terra aguardavam um posicionamento do Iterpa. No mesmo período, um comboio com aproximadamente 30 produtores rurais, distribuídos em 12 caminhonetes, aproximou-se da fazenda. A rápida intervenção das forças de segurança foi crucial para estabelecer um perímetro de contenção, impedindo o contato físico e visual entre os grupos opostos.
Desfecho Pacífico Após horas de diálogo e mediação conduzida pelas autoridades policiais, os integrantes da FNL decidiram cumprir o acordo e iniciaram a retirada voluntária, pacífica e ordeira das dependências da Fazenda Dois Irmãos.
Todo o processo de desmobilização e saída do grupo foi acompanhado de perto pelas equipes da Polícia Civil e do 1º BPR. A operação foi concluída com sucesso, preservando a ordem pública e garantindo a integridade física de todos os envolvidos, sem o registro de incidentes ou violência.