A Polícia Civil do Estado do Pará, por meio da Unidade Integrada de Polícia (UISP) de São Félix, deflagrou na tarde da última terça-feira (23) a "Operação Ultimato" no município de Marabá, no sudeste do estado. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca, apreensão e internação contra um adolescente de 16 anos, Acusado de atos infracionais graves.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BOP 00705/2026.100475-2), o jovem vinha sendo investigado por torturar e matar animais de forma cruel. Ele gravava os atos e publicava os vídeos em redes sociais e em plataformas da DarkWeb, como Telegram e Discord, com o objetivo de monetizar o conteúdo. O mandado de internação foi expedido pela Vara da Infância e Juventude de Marabá.
Histórico e Radicalização As investigações apontaram que o menor já possui histórico na prática de outros atos infracionais graves. Ele já era monitorado e respondia a um processo anterior (nº 0800105-19.2025.8.14.0028) por realizar ameaças e planejar massacres em unidades escolares da região.
Durante a abordagem realizada ontem, às 16h30, a equipe policial apreendeu o aparelho celular do adolescente. O dispositivo passará por extração pericial de dados telemáticos com o objetivo de identificar possíveis coautores, aliciadores ou grupos integrados em plataformas virtuais que incentivavam as práticas criminosas.
A operação contou com o apoio da Seccional Urbana de Polícia Civil de Marabá e foi coordenada pelos delegados Walter e William, com a atuação dos investigadores Zamith e Adson, e do escrivão Tonni.

DELEGADA SIMONE FELINTO ALERTA: ADOLESCENTES TAMBÉM RESPONDEM POR ATOS INFRACIONAIS
A Polícia Civil alerta pais, responsáveis e adolescentes sobre as consequências da prática de atos infracionais. De acordo com a legislação brasileira, jovens entre 12 e 18 anos incompletos podem ser responsabilizados por condutas consideradas crimes quando praticadas por adultos.
Ao contrário do que muitos imaginam, adolescentes não ficam impunes. Dependendo da gravidade do ato, podem ser aplicadas medidas socioeducativas, incluindo a restrição de liberdade em unidades específicas.
A Polícia reforça que a participação da família no acompanhamento, orientação e diálogo com os jovens é fundamental para prevenir situações de risco e evitar envolvimento com a criminalidade.
A prática de atos infracionais traz consequências reais e pode comprometer o futuro dos adolescentes.