MARABÁ — A partir do próximo dia 2 de agosto, os motoristas que trafegam pelo bairro Nossa Senhora Aparecida, em Marabá, deverão ficar atentos a uma mudança no trânsito. O fluxo de veículos será desviado para uma rota alternativa que utilizará o viaduto do KM 7.
Segundo a Vale, a alteração é necessária para dar continuidade às obras das Novas Pontes sobre o rio Tocantins e garantir a segurança dos trabalhadores e da população durante a execução dos serviços. Esta nova etapa é considerada fundamental para a construção da alça viária de interligação da nova estrutura, projeto que visa aprimorar a mobilidade urbana na região.
Para pedestres e ciclistas, a travessia no trecho continuará liberada por meio de uma passagem segura e devidamente sinalizada. Já os veículos pesados a serviço da obra seguirão rotas específicas para preservar o fluxo principal e reduzir os impactos na rotina dos moradores. Todo o perímetro contará com sinalização reforçada e equipes de orientação de tráfego.

IMPACTO E BENEFÍCIOS
Com previsão de conclusão para 2027, o projeto das Novas Pontes conta com um investimento de R$ 4,1 bilhões por parte da Vale. A obra engloba duas estruturas de cerca de 2,3 quilômetros de extensão cada — sendo uma rodoviária e outra ferroviária —, que farão a interligação entre os núcleos São Félix e Nova Marabá. Atualmente, o projeto registra 78% de avanço, tendo concluído etapas cruciais como as fundações, blocos e a montagem dos pré-moldados dos pilares e travessas.
Além do impacto viário, o empreendimento movimenta a economia local, gerando mais de 3 mil empregos no pico das obras e injetando cerca de R$ 300 milhões em contratos com fornecedores da região.
Quando finalizada, a ponte rodoviária será a maior da América Latina em superestrutura de caixão de concreto protendido empurrada. Ela contará com faixas exclusivas para pedestres e cadeirantes, acostamentos e iluminação pública. Já a estrutura ferroviária será a primeira do Brasil a utilizar pilares pré-moldados protendidos, técnica de engenharia que amplia significativamente a resistência da obra.
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fotos: Daniel Ferreira