A distância vista nas ruas de Santarém reflete o impacto das recentes denúncias que atingiram em cheio o núcleo político de Daniel Santos, envolvendo acusações de uso da máquina pública e apadrinhamento de parentes de aliados.
O PESO DOS CARGOS FANTASMAS E A NOMEAÇÃO EM BRASÍLIA
O afastamento ocorre logo após vir à tona o escândalo envolvendo a nomeação da filha de JK do Povão no gabinete da deputada federal Alessandra Haber, esposa de Daniel Santos. O caso passou a ser apontado como um claro loteamento de cargos públicos para viabilizar acordos políticos no interior do Estado.
O uso de gabinetes em Brasília e de estruturas municipais como moeda de troca expôs o pragmatismo das alianças de Daniel Santos. Para lideranças locais, a repercussão negativa e as acusações de loteamento do dinheiro público tornaram a presença conjunta no mesmo palanque um risco político iminente para ambos os lados.
MUDANÇA DE DISCURSO E DESGASTE COM O ELEITORADO
A aliança com Daniel Santos já vinha gerando desgaste para JK do Povão, que construiu sua imagem com discursos contrários à corrupção e aos privilégios políticos. O envolvimento em esquemas de nepotismo cruzado e o silêncio diante das denúncias que atingem o grupo de Daniel enfraqueceram a narrativa de renovação defendida pelo vereador.
O IMPACTO NO OESTE DO PARÁ
A falta de alinhamento em Santarém expõe a fragilidade da expansão política de Daniel Santos pelo interior do estado. Baseado em trocas de favores e acomodação de aliados em gabinetes, o projeto eleitoral do ex-prefeito demonstra sinais de fissura antes mesmo do início oficial da disputa.
O esvaziamento do palanque em Santarém deixa claro que as alianças convenientes do grupo político de Daniel Santos começam a ruir diante da pressão pública e do peso das denúncias.