Marabá aparece como o segundo município brasileiro com maior índice composto de HIV/Aids, segundo dados do Ministério da Saúde. O município paraense registrou índice de 7,241, ficando atrás apenas de Porto Alegre (RS), que lidera o ranking nacional com 7,598. Na Região Norte, Marabá ocupa a primeira colocação, à frente de Marituba e da capital, Belém.
Entenda como é feita essa conta
Para descobrir quais cidades precisam de mais atenção e recursos, o Ministério da Saúde faz uma espécie de "mapa da atenção". Em vez de olhar apenas para um dado isolado, os especialistas somam três informações principais coletadas nos postos e hospitais:
Novos casos descobertos: Quantas pessoas testaram positivo para o HIV na cidade.
Quantidade de óbitos: Quantas pessoas faleceram em decorrência da Aids, o que indica se o tratamento está chegando a tempo.
Cuidado com as gestantes e bebês: Quantas grávidas estão com o vírus e se o tratamento está evitando a transmissão para os recém-nascidos.
Como as cidades têm tamanhos diferentes, o governo pega esses dados e faz uma conta proporcional à população de cada município. É essa conta que gera a nota final (o índice composto). Assim, dá para comparar cidades grandes e médias de forma justa e saber onde o vírus está circulando mais.
Proteção completa: o cuidado vai além do HIV
A prevenção é fundamental não só contra o HIV, mas também contra as chamadas ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) — que incluem doenças como sífilis, gonorreia, herpes genital, HPV e hepatites virais.
Muitas dessas infecções não apresentam sintomas no início, mas podem causar complicações sérias à saúde se não forem tratadas. Enquanto medicamentos modernos como a PrEP protegem especificamente contra o HIV, o uso do preservativo (camisinha) continua sendo o método mais eficaz para barrar todas as outras ISTs ao mesmo tempo.
Conscientização e Prevenção
O Ministério da Saúde reforça que esse levantamento não serve para julgar ou preconceituar nenhuma cidade ou morador, mas sim para orientar políticas públicas e enviar mais exames, remédios e apoio médico para onde é mais necessário.
O SUS oferece diagnóstico e tratamento gratuito para o HIV e diversas ISTs. Fazer consultas e exames de rotina, além de utilizar camisinha e buscar informações sobre a PrEP e a PEP, é a melhor forma de aproveitar a vida sexual de maneira livre, segura e responsável.